Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Nuvens de verão
Passos rápidos na rua
Roupas no varal
Eunice Arruda
Mais uma vez compromissos são adiados por causa do aguaceiro de verão.
Um cheiro de poeira misturada à umidade anuncia a chuva próxima. Nuvens
carregadas escurecem o céu e os postes de iluminação pública se acendem.
Rajadas de vento se intensificam e após alguns trovões, a chuva despeja seus
grossos pingos sobre a cidade.
Chuva refresca, limpa o ar, dessedenta a terra e é a melhor trilha sonora para
dormir. Em dias de agenda tranqüila, ela nos convida a ser novamente crianças
com vontade de se esbaldar nas poças d'água. Nas grandes cidades costuma
ser motivo de transtornos como rios que transbordam, trânsito que se complica,
encostas que descem levando tudo, e a roupa que se suja e se encharca
justamente a caminho de algum compromisso importante. E assim isolados em
casa, ilhados dentro dos carros ou encolhidos sob os guarda-chuvas, nos
lembramos de que a natureza sempre estará no controle.
Perdi o compromisso, é verdade, mas sei que dentro de poucos meses, ficarei
com saudades da chuvarada.
Precipitado por Nuvem 
Nebulosas:
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
There will come a time when you believe everything is finished.
That will be the beginning.
Louis L'Amour
"Nuvens que Passam"
4º ano
Presenteado carinhosamente por ela.
Precipitado por Nuvem 
Nebulosas:
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
Sábias são as pessoas que não se
dobram ao império das circunstâncias
e decidem ser elas a maior de todas
as circunstâncias.
Feliz Aniversário, Chandra!
Precipitado por Nuvem 
Nebulosas:
Sexta-feira, Janeiro 13, 2006
A esperança não é mero pensamento lançado ao futuro, é uma declaração de fé
naquilo que os olhos físicos não conseguem ver, mas que a alma enxerga com
clareza. A fé desvenda o mundo invisível e o materializa, sendo teimosa o suficiente
para continuar acreditando nos sonhos, apesar das contrariedades. O medo e a
dúvida provocam decepções porque abandonam os sonhos em favor de suposições
tolas.
Precipitado por Nuvem 
Nebulosas:
Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
Libação
É do nascedouro da vida a grandeza.É da sua natureza a fartura a proliferação
os cromossomiais encontros, os brotos, os processos caules, os processos
sementes
os processos troncos, os processos flores, são suas mais finas dores.
As conseqüências cachos, as conseqüências leite, as conseqüências folhas
as conseqüências frutos, são suas cores mais belas.
É da substância do átomo
ser partível produtivo ativo e gerador
Tudo é, no seu âmago e início,
patrício da riqueza, solstício da realeza.
É da vocação da vida a beleza
e a nós cabe não diminuí-la , não roê-la
com nossos minúsculos gestos ratos
nossos fatos apinhados de pequenezas,
cabe a nós enchê-la, cheio que é o seu princípio.
Todo vazio é grávido desse benevolente risco.
Todo presente é guarnecido do estado potencial de futuro.
Peço ao ano-novo
aos deuses do calendário
aos orixás das transformações:
nos livrem do infértil da ninharia
nos protejam da vaidade burra da vaidade "minha" desumana sozinha.
Nos livrem da ânsia voraz
daquilo que ao nos aumentar nos amesquinha.
A vida não tem ensaio
mas tem novas chances.
Viva a burilação eterna, a possibilidade:
o esmeril dos dissabores!
Abaixo o estéril arrependimento
a duração inútil dos rancores.
Um brinde ao que está sempre em nossas mãos:
a vida inédita pela frente
e a virgindade dos dias que virão!
Elisa Lucinda
Precipitado por Nuvem 
Nebulosas:
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"Lascia Ch'io Pianga"

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