Sexta-feira, Novembro 28, 2003
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa
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Quarta-feira, Novembro 26, 2003
Reforçamos os laços amorosos com atitudes compreensivas e tolerantes.
Amar, definitivamente, não é sofrer, é o absoluto oposto disso.
Compreender e tolerar não precisa agregar peso à alma. Pelo contrário, o amor facilita tudo.
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Segunda-feira, Novembro 24, 2003
Facilita a vida dos outros
Bela tarefa é aquela que facilita a vida dos outros.
Nobre e gracioso movimento é o do pé ou da mão que removem o obstáculo colocado no meio do caminho pela natureza ou pelos homens, desde a casca de fruta em que se escorrega até a vara de espinhos que dilacera as carnes; desde o cardo até os liames que cerram os caminhos e que através deles parecem serpentes.
Que alegre, que ágil anda o que vai apartando das sendas, dos caminhos e das veredas, tudo que é impedimento e obstáculo para a marcha dos outros.
Cantando vai o peregrino. Sem sentir faz o seu percurso, e ao entardecer dá conta, com grata surpresa, de que ao apartar e remover os obstáculos que embaraçavam os caminhos dos outros, aplainou maravilhosamente seu próprio caminho.
Amado Nervo
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Sábado, Novembro 22, 2003
Nos relacionamentos humanos, o essencial é invisível aos olhos físicos, mas que os olhos do coração percebem claramente.
Não valorize tanto as formalidades, busque reconhecer se por trás delas há a essência que as vivifica.
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Quinta-feira, Novembro 20, 2003
Quaisquer limites são transitórios, o infinito é permanente.
Quando a realidade teimar em parecer insuperável, brinque
com ela, atreva-se a desafiá-la com atitudes insólitas,
assim você arrancará o outro lado dela.
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Quarta-feira, Novembro 19, 2003
A Única Jóia
Atravessando o deserto, um viajante viu um árabe sentado ao pé de uma palmeira. À pouca distância repousavam os seus cavalos, pesadamente carregados com valiosos objetos.
Aproximou-se dele e disse:
-- Pareceis muito preocupado. Posso ajudar-vos em alguma coisa?
-- Ah! -- respondeu o árabe com tristeza -- estou muito aflito, porque acabo de perder a mais preciosa de todas as jóias.
-- Que jóia era essa? -- perguntou o viajante.
-- Era uma jóia, respondeu o seu interlocutor, como jamais haverá outra. Estava entalhada num pedaço de pedra da Vida e tinha sido feita na oficina do Tempo. Adornavam-na vinte e quatro brilhantes, em volta dos quais agrupavam-se sessenta menores. Já vereis que tenho razão em dizer que jóia igual jamais poderá reproduzir-se.
-- Por minha fé, disse o viajante, a vossa jóia devia ser preciosa. Mas não será possível que, com muito dinheiro, se possa fazer outra igual?
-- A jóia perdida, respondeu o árabe voltando a ficar pensativo, era um dia e um dia que se perde não se torna a encontrar.
Rabindranath Tagore
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Sexta-feira, Novembro 14, 2003
A Beleza
Olhar é uma das coisas mais difíceis da vida. Escutar também. Se nossos olhos estão obsecados pelas nossas inquietações, não podemos ver a beleza do pôr-do-sol. A maioria de nós perdeu o contato com a natureza. Estamos nos tornando cada vez mais urbanos, vivendo em apartamentos apertados e, tendo muito pouco espaço mesmo para olhar o céu da tarde ou da manhã. por conseguinte, estamos perdendo o contato com a beleza. Já notastes quão poucos dentre nós olham o nascer ou o pôr-do-sol, ou o luar ou os reflexos da luz na água?
Tendo perdido o contato com a natureza, tendemos naturalmente a desenvolver as aptidões intelectuais e deixamos de observar a beleza do movimento de uma ave a voar, a beleza de cada movimento das nuvens, ou a beleza manifestada no rosto de outra pessoa.
Conta-se uma história acerca de um instrutor religioso que todas as manhãs falava aos seus discípulos. Uma certa manhã, subiu ao palanque e, justamente quando ia começar a falar, um passarinho pousou no peitoril de uma janela e começou a cantar, a cantar com toda a alma. Depois calou-se e foi-se a voar. Disse então o instrutor: "Está terminado o sermão desta manhã".
Uma de nossas maiores dificuldades é vermos, por nós mesmos, com toda a clareza, não só as coisas exteriores, mas também a vida interior.Quando dizemos que vemos uma árvore ou uma flor ou uma pessoa, vemo-la realmente? Ou vemos meramente a imagem que a palavra criou? Isto é, quando olhamos uma árvore ou uma nuvem, numa tarde luminosa, nós a vemos realmente, não só com nossos olhos, porém, totalmente, completamente?
Já experimentastes alguma vez olhar uma coisa objetiva, uma árvore, por exemplo, sem nenhuma das associações, nenhum dos conhecimentos que a respeito dela adquiristes, sem nenhum preconceito, nenhum juízo, nenhuma palavra a constituir uma cortina entre você e a árvore, impedindo-te de a ver tal qual é realmente? Experimente para ver o que realmente acontece quando observas a árvore com todo o teu ser, com a totalidade da tua energia. Nessa intensidade, verás que não há observador nenhum; só há atenção. Só quando há desatenção existe "observador e coisa observada". Quando estás olhando com atenção completa, não há espaço para nenhum conceito, fórmula, lembrança.
Só a mente que olha as árvores ou as estrelas com total abandono de si própria, só essa mente sabe o que é a beleza, e quando estamos vendo, achamo-nos num estado de amor. Em geral conhecemos a beleza pela comparação ou através das criações do homem, o que significa que atribuímos beleza a um certo objeto. Vejo aquilo que considero um belo edifício e aprecio essa beleza por causa de meu conhecimento de arquitetura e pela comparação com outros edifícios que vi. Mas, agora, pergunto a mim mesmo: " Existe beleza sem objeto?". Quando há um observador, ou seja o censor, o experimentador, o pensador, não há beleza, porque a beleza é então algo exterior, algo que o observador olha e julga; mas, quando não há observador -- e isto requer muita meditação, investigação -- há então a beleza sem objeto.
A beleza reside no total abandono do observador e da coisa observada, e só pode haver auto-abandono quando há austeridade total, não a austeridade do sacerdote, com sua rudeza, suas sanções, regras e obediência; não a austeridade no vestir, nas idéias, no alimentar-se, no comportamento -- porém, a austeridade que consiste em ser totalmente simples, que é a humildade completa. Não há então realização, não há escada para galgar, só há o primeiro degrau, e o primitivo degrau é o degrau eterno.
Suponhamos, por exemplo, que estejas passeando a sós ou com alguém, e ficastes calado. Estás rodeado pela natureza e não se ouve o latido de um cão, o barulho de um carro que passa, nem mesmo o ruflar das asas de um pássaro. Estás em completo silêncio, e silenciosa também está a natureza circundante. Neste estado de silêncio existente tanto no observador como na coisa observada -- quando o observador não está a traduzir em pensamento o que está vendo -- nesse silêncio há uma diferente qualidade de beleza. Não existe nem a natureza nem o observador. O que existe é um estado em que a mente está total e completamente só; só -- não isolada -- só em sua quietude, e essa quietude é beleza.
Adaptação de um texto de Krishnamurti
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Terça-feira, Novembro 11, 2003
Apesar das diferenças, nossa alma alinhava todas as coisas da vida com o fio do coração, a única dimensão que contém e compreende a diversidade.
O coração tem o dom da sabedoria, fruto da maior virtude, que é o amor.
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Segunda-feira, Novembro 10, 2003
Se queres contribuir para a paz e felicidade do mundo...
1.º Busca em ti mesmo a força do próprio intento, a fé na própria regeneração. Tua própria divindade te espera. Esforça-te em achá-la e realizá-la.
2.º Pratica em todo momento a religião universal do bem, sem distinção de classes, de partidos, de interesses, de nacionalidades, de raças, de reinos da natureza.
3.º Relega ao esquecimento tuas faltas e limitações passadas para renascer com renovados estímulos a uma vida melhor. Então tacitamente, serás merecedor da ajuda invisível.
4.º Pratica a simpatia e adquire o hábito do contentamento através de todas as circunstâncias. Decide-te a realizar o leve esforço de prescindir dos pequenos defeitos. Luta com todas as tuas forças contra a depressão, contra a tristeza, contra o tédio, contra o mau humor. Combate os métodos dominantes de cerimônia e grosseria, e impõe-te a condição de ser muito amável com toda gente.
5.º Procura dar todas as facilidades possíveis aos demais. Ajuda-os a descobrir o seu caminho mais nobre e a seguí-lo. Faze da generosidade de pensamento e ação, tua lei silenciosa.
6.º Propõe-te firmemente não censurar ninguém, nem mesmo com o pensamento. Que sabemos das verdadeiras causas dos atos alheios? Esforça-te, pelo contrário, em compreender.
7.º Adota uma divisa solar de alegria a todas as horas. Então, a Luz oculta que guia o mundo te incrementará, e te surpreenderão os resultados obtidos.
8.º Procura não auto-exaltar-te, nem auto-compadecer-te. Ou então, não penses demais em ti mesmo, se não for com o fito de aperfeiçoar-te.
9.º Invoca a harmonia como fórmula de saúde integral, de equilíbrio do corpo e do espírito, porque a harmonia é a lei suprema do universo.
10.º Irradia com humildade tua mensagem viva de beleza, de espiritualidade e de paz, num mundo atormentado, materializado, desorientado. Ele necessita de tua eficaz contribuição; oferece-a. Oferece-lhe tua mente positivada, teu corpo puro, tua aura harmoniosa, tua alegria irradiante, tua fé sem limites na bondade da vida e nas leis que conduzem a um alto fim -- a evolução humana.
Extraído de "O Teosofista"
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Sexta-feira, Novembro 07, 2003
Certa vez , ao cair da tarde, ia Jesus por um dos floridos caminhos da Galiléia. Naquele tempo, aquele terra exalava perfume de rosas! Caminhando, encontrou dois meninos que brincavam alegremente, e se deteve a contemplá-los. O Mestre encontrava algo divino no inocente jogo dos pequeninos...
Ao vê-lo, os meninos correram ao seu encontro, pois sabiam que era o Homem Milagroso que ressuscitara o filho da viúva.
-- Rabi! Rabi! Como és milagroso! -- exclamou um dos meninos, enquanto o outro acariciava suavemente as mãos de Jesus.
Logo o primeiro que falou, disse:
-- Se és tão milagroso, dá-me uma moedas de ouro para que eu compre um cordeirinho; minha mãe é tão pobre! Eu quisera ter, como os meninos ricos, um cordeirinho para com ele brincar.
Jesus escutou sorrindo e docemente perguntou ao outro:
-- E tu, que queres?
-- Eu quero uma estrela, Rabi. Se és tão bom e tão milagroso, dá-me uma estrela.
Jesus quedou silencioso e pensativo. Depois, inclinou-se e, tomando de um punhado de barro do caminho, elevou com suas mãos puras para o céu. Então, o barro converteu-se em ouro, ouro luminoso de um punhado de moedas, que deu ao menino. Este, cheio de alegria, não pensando mais senão no cordeirinho, beijou as mãos milagrosas e se afastou correndo pelo caminho...
O outro menino, com o olhar ansioso, mirando o Nazareno, luminosamente puro naquele instante, aguardava silencioso. Jesus, imóvel, permanecia diante dele, talvez orando ao Pai! A brisa ondulava delicadamente os anéis de sua cabeleira.
Em dado momento, tomou entre suas mãos a linda cabecinha, beijou-lhe a fronte pura e, aconchegando os lábios ao ouvido do menino, disse-lhe:
-- A Estrela que me pedes, está em ti mesmo! Cuida de que nunca se apague o seu divino fulgor!
(a.d.)
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Quarta-feira, Novembro 05, 2003
O universo também respira e percebemos sua respiração por meio dos ciclos de fluxo e refluxo que afetam toda a realidade.
Por isso, em vez de assustar-se quando as coisas perdem velocidade, descanse e espere a onda voltar.
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Segunda-feira, Novembro 03, 2003
Ser e Existir
Para muitos, talvez para ti mesmo, ser e existir significam a mesma coisa; todavia, quanta diferença há entre os dois.
Ser implica substancialidade, essência e, por esta razão, aquilo que é, de toda eternidade e para toda a eternidade; o que contém em si todas as potências e todas as possibilidades; o que, em uma palavra, não é percebido, nem perceptível senão na mínima parte do modo em que se revela. Por isso, sua apreciação fica limitada no entendimento.
Existir, ao contrário, implica nascimento e morte, limitação no tempo, no espaço e na forma; inércia e passividade; peso e medida; o efêmero, o transitório, o corruptível entre duas eternidades: a eternidade pretérita e a eternidade futura.
Nada do que existe é simples, nada tem realidade por si, nada pode subsistir, senão a expensas do que consome e mercê do que elimina. Quando, por qualquer motivo, deixa de assimilar ou desassimilar, chega ao fim.
Esta é a lei que está submetida toda a existência, não só dos sóis como dos átomos, dos micro-organismos e dos homens.
Porém, a existência não deixa de ser, em que pese sua efêmera e precária condição, coisa admirável e necessária. Nela está condensado e refletido tudo o que foi, o que é e o que será. Os suplícios de Tântalo, as ilusões de Ícaro e os lentos e trabalhosos triunfos de Prometeu, encontrarão sempre alí o seu campo de atividade. O ser sem o existir, seria impossível.
Não compreendes? Verás!
Até onde alcança o entendimento humano, o ser e o existir são inseparáveis, mas não coesos. Aquele é a causa; este , o efeito; aquele é ação e este, a reação pela qual a ação se objetiva.
Um ser sem manifestação é tão absurdo como um corpo sem forma. Logo, o ser sem o existir é um absurdo.
Antes que se descobrisse a eletricidade, esta, sem dúvida alguma, existia e produzia seus efeitos naturais, embora a humanidade os ignorasse; depois da descoberta, não multiplicou nem variou seus efeitos, como parece, porque a eletricidade não mudou nem pode mudar de natureza nem de modo de agir; é que o homem se deu ao capricho de proporcionar-se até o ponto que lhe permite beneficiar-se de umas e afastar outras.Pois este é o caso comum.
Dos efeitos da causa, do ser e do existir, percebemos o que nossos meios nos permitem captar e no modo que isto é possível; o que causa a impressão de diversidade, de multiplicidade não é outra coisa senão o resultado da imperfeição e deficiência dos nossos meios perceptivos.
Convém que caminhemos na conquista da perfeição desses meios e, para lográ-la, nada melhor do que apossarmo-nos da existência universal.
Investiga sempre porque quanto mais investigares, mais gozarás da plenitude de tua vida.
Já sabes que nada de definitivo podes prometer-te de tuas experiências físicas; que onde acaba a experiência sensível, começa o entendimento; que em todo fenômeno há uma parte percebida, outra perceptível e uma terceira nem percebida nem perceptível, e que és pelo entendimento e existes pela sensação;
Esta última afirmação, tão banal em aparência, é de um sentido profundo, quase inatingível. Já meditaste no significado desses dois verbos?
Kilogo
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Sábado, Novembro 01, 2003
Treinamento para a morte
Joanna de Ângelis
O fenômeno da morte somente causa estranheza a quem da vida apenas lhe conhece a face externa, material e transitória.
Considerada esta na sua realidade plena, isto é, a mesma, no corpo e fora dele, quando ocorre o episódio da morte ou desencarnação, o acontecimento deve ser encarado com a naturalidade que se reveste e a atenção que lhe compete, sem qualquer tipo de exagero, seja no desespero ou na indiferença.
É de compreender-se que a alma, encarcerada no corpo, encharca-se das vibrações orgânicas e adapta-se aos condicionamentos próprios da matéria.
O desligamento celular não implica em libertação profunda, desde que as impressões mais fortes permanecem, produzindo estados de verdadeira alucinação, nos quais o real e o aparente se confundem, causando perturbação.
Nos processos de desdobramento da personalidade, no sono natural ou provocado, o espírito ignora o sucedido, supreendendo-se ante a visão do corpo, sem entender o que lhe está ocorrendo.
Somente o treinamento consciente logra, ao largo do tempo, a perfeita mobilidade do ser espiritual com a sua conseqüente lucidez em torno do acontecimento.
Ocorrência idêntica dá-se com a morte.
Despreparado para o processo liberativo, por falta do hábito da reflexão e do desapego da matéria, o espírito permanece no reduto familiar, experimentando lamentável perturbação que o infelicita quanto prejudica aqueles com os quais se afina ou se afeiçoa.
Reserva tempo mental e emocional ao exame da morte.
Considera, vez que outra, o fenômeno, como se já houvesse ocorrido contigo e analisa então como estarias e de que forma te sentirias.
Da mesma maneira, pensa na partida de um ser querido e considera qual seria a tua conduta nesse momento.
Não te tenhas na conta de intangível.(...)
Não vivendo pessoa alguma em regime de exceção, conscientiza-se de que tua vez não tardará, por mais tenhas sido poupado ao testemunho por que todos passam.
A morte é inevitável.
A única opção que se encontra ao seu alcance, racional e oportuna, é a de realizardes um treinamento mental para ela, em ti ou em pessoa querida que te fale à sensibilidade.
Reencontrarás os teus mortos, que vivem e te esperarão.
Se felizes, aguardam-te em triunfo, ensejando-te as alegrias a que faças jus.
Se desditosos, necessitam das tuas orações e pensamentos de simpatia que os acalmarão.
Não os retenhas na revolta, nem os maceres com as tuas mágoas e blasfêmias injustas.
Se o teu é um grande amor por eles, tem paciência, pois logo mais seguirás na sua direção.
De qualquer forma, prepara-te para morrer, vivendo cada dia como se fosse o último da tua existência física.
A morte é, também, abençoado portal de luz, aberto para quem cumpre corretamente os seus deveres e prepara-se, treina-se, com amor, para o grande momento.
Psicografado por Divaldo Pereira Franco
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